Sábado, 4 de Julho de 2009

Os motores de busca na era da Web 3.0

A Web 3.0 é a visão de uma era em que os motores de busca não se limitam a recolher e apresentar os dados que andam dispersos pela Internet, mas antes são capazes de “mastigar” essa informação e produzir respostas concretas.

O motor de busca Wolfram Alpha – criado pelo cientista britânico Stephen Wolfram – pode ser um dos primeiros marcos desta nova Web 3.0. Aquilo que o site faz é dar uma resposta, em vez de remeter para potenciais respostas. Depois de feita uma pergunta ao Wolfram Alpha, o sistema processa as respostas recolhendo dados de várias páginas e bases que contenham unicamente informação relevante para essa pergunta em concreto. Este projecto, que há muito vinha a gerar algum “hype” na blogosfera especializada, foi oficialmente apresentado a 30 de Abril na Universidade de Harvard (EUA) e está em funcionamento desde o dia 18 de Maio.

A Microsoft também já anunciou o seu novo motor de busca, o Bing, com o qual espera fazer concorrência à hegemonia do Google. A ideia que a Microsft tem sublinhado nas apresentações do Bing é que não se trata apenas de um motor de pesquisa, mas, antes, de um “motor de decisão” (decision engine é o termo usado pela multinacional americana).

Simultaneamente, a Google já lançou, embora ainda em fase experimental, o Google Squared, com o mesmo objectivo de responder a perguntas concretas dos internautas, filtrando e interpretando os resultados. O Squared extrai informação da Web e apresenta os dados de forma estruturada, em tabelas.

Para que esta Web semântica venha a produzir resultados é preciso que se massifique o uso de software e linguagens informáticas específicas, a fim de que seja produzido mais conteúdo que as máquinas possam usar e que lhes permitam chegar a conclusões e não apenas a resultados com base em palavras-chave. O caminho já está aberto.

Susana Almeida Ribeiro, Público

Links

Wolfram Alpha. O pioneiro motor de busca de Stephen Wolfram.

Impressive: The Wolfram Alpha “Fact Engine”. Uma análise de Danny Sullivan ao Wolfram Alpha.



Bing. O "motor de decisão" da Microsoft. Para obter todas as funcionalidades, seleccionar "United States - English" nesta página.

Google Squared. Ainda nos laboratórios da Google, mas uma opção bastante credível e promissora.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Muse - Map of the Problematique


Domingo, 31 de Maio de 2009

"Sometimes it seems things go by too quickly"

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Röyksopp - The Girl And The Robot


Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

LeftRightLeftRightLeft

Como pequena prenda a todos os fãs da banda, os Coldplay decidiram disponibilizar gratuitamente o álbum LeftRightLeftRightLeft. O disco é composto por nove temas tocados ao vivo e será igualmente oferecido no final de todos os espectáculos deste ano, com excepção de festivais.

Domingo, 3 de Maio de 2009

The Connells - '74 - '75

There's no reason

Faz hoje precisamente duas semanas que encontrei uma amiga com a qual tive oportunidade de conviver durante vários anos até cada um ter seguido o seu caminho aquando da ida para a Universidade. Por esta ou aquela razão, o contacto com os outrora colegas de turma acaba por ir desaparecendo, pelo que foi com bastante gosto que tive a oportunidade de conversar com ela.

Para quem não se via nem falava há alguns anos, as duas horas de conversa passaram a correr. Após as inevitáveis perguntas de como estão a correr as coisas com cada um e sobre as perspectivas para o futuro, relembrámos o passado e os amigos comuns. Tendo ela mantido mais contactos do que eu, também devido à escolha do percurso escolar, fui tomando conhecimento de onde estão e o que fazem muitos dos nossos ex-colegas de turma. Muitos ainda se encontram a terminar a licenciatura, alguns deles por terem decidido mudar de curso, outros seguiram para mestrado, vários encontram-se desempregados, uns quantos a trabalhar, embora sem grandes garantias, havendo ainda aqueles de quem nunca mais soubemos nada.

Mas, no meio de tudo isto, algo marcou-me mais do que tudo o resto. A dada altura, perguntei-lhe por um colega meu do qual ela era capaz de saber algo, dada a relativa proximidade geográfica dos dois. Nesse momento ela deixou de sorrir e perguntou-me se eu não tinha sabido de nada. Respondi-lhe que não, já antevendo uma má notícia. Foi assim que soube que F. se suicidou no verão passado. Apesar de não o conhecer tão bem como outros amigos meus, mal podia acreditar no que estava a ouvir. Ainda tentei descrevê-lo melhor, esperando que ela me dissesse que afinal não era a mesma pessoa. Mas infelizmente não havia engano.

Ficámos em silêncio. Recordei o F. dos tempos em que éramos da mesma turma, o rapaz não tão aplicado aos estudos como podia ser, dado o seu potencial, de personalidade forte, com opiniões formadas e que sabia do que gostava e do que não gostava. Alguém que tinha sempre um sorriso na cara, mais não fosse devido a um comentário ou a uma piada que tinha acabado de contar. Ainda assim, alguém reservado, que gostava do seu espaço e de estar em silêncio quando bem entendia.

Há poucos anos, encontrámo-nos casualmente, por volta da hora de almoço. Ambos estávamos com amigos, ele a sair e eu a entrar de um restaurante. Soube que estava a estudar, tal como eu, e que estava precisamente no curso que me lembro de ele dizer, quando ainda éramos colegas, que gostava de frequentar. Dada a circunstância, foi um pouco à pressa que nos cumprimentamos e trocámos números de telemóvel para que no futuro, com mais calma, pudessemos conversar um pouco. O tempo foi passando e esse dia acabou por nunca chegar. O contacto dele, esse, continua no meu telemóvel. Por razões que desconfio que nunca saberei, a última imagem que guardarei de F. será a desse dia em que nos cruzámos por um simples acaso e no qual ele se despediu de mim com o sorriso que lhe era tão característico.

Descansa em paz, amigo.